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As nuvens eram stratus, eu acho

  • Foto do escritor: Julia Costa
    Julia Costa
  • 5 de jun. de 2022
  • 1 min de leitura


Hoje tinham Statrus no céu

Assim com letra maiúscula

cheios de identidade

Nuvens baixas, um borrão

logo acima das nossas cabeças

Como um pensamento ainda em formação

sem saber a que veio

Assim, um rabisco de nada

Assim, sem fim nem começo

Eram nuvens sem limites

Ainda que não se parecessem com o infinito


Queria definir melhor

Achei que poderiam ser um começo de uma nova cor

Pinceladas soltas de branco no azul do céu

Pra como em aquarela,

depois de tudo se misturar

se assim o vento o quisesse

fazer nascer azul bebê


As nuvens eram leves

e estavam deitadas

Esparramadas a descansar no céu

Cansadas de que?

Se levitar no céu não cansa

Cansadas das chuvas, oras

que lhes levaram a vitalidade

e lhes deixaram a secar ao sol

esturricadas

sem limites do ser nuvem

quem sabe em etapa do seu reviver

Em Stratus


As nuvens eram fiapos de algodão no céu

Elas eram fofas de se olhar

Macias

Imagens de silêncio

As nuvens, ainda que cansadas

transpareciam paz

traziam um consolo para o domingo

As nuvens ainda que baixas

estavam mais perto de Deus



 
 
 

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