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Fluxo de corredeira

  • Foto do escritor: Julia Costa
    Julia Costa
  • 9 de abr. de 2024
  • 1 min de leitura

Estava nadando em águas mansas

Me confortava o coração 

A calmaria do espelho d’água 

A corredeira me puxava

Eu resistia 

À aventura que me convidava

Me pretendia as rochas

Pra não sucumbir ao fluxo 

Me apegava ao conforto

De me ver na calmaria

Logo me levou

Passei um tempo sem respirar submersa em seus fluxos

Me recuperei

Ri com alegria de criança 

Que navega pelo navegar divertido 

A correnteza me levou a outra rocha 

Ainda mais bela

Me deitei e senti seu frio a me acolher 

Achei meu lugar 

Segui meus fluxos

Me permiti ao desconhecido 

Pra me conhecer


 
 
 

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