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O que te arrodeia mesmo quando você não pára pra ver

  • Foto do escritor: Julia Costa
    Julia Costa
  • 27 de fev. de 2024
  • 1 min de leitura

Dos meus 8 aos 24 anos de idade morei em uma casa na cidade de Manaus, onde nasci. Acho genial que o arquiteto, nosso amigo de família, criou valorizando a beleza da floresta que nos cercava, assim como as casas de mar enaltecem o mesmo.

Nesses 16 anos, terminei colegial, ensino médio, faculdade, foi um período de muita construção, pés no chão, nutrição no seio familiar.


Aos 25 me mudei pra Campinas pra começar os estudos de residência médica e depois entender o que era a vida real do ganha pão, depois de tanto estudo, e aqui estou até a presente data, já com nova partida em breve para a Chapada dos Veadeiros. Aqui quem me rodeia não é mais a floresta, é o céu, as nuvens, topos de edifícios, as alturas, o nascer e o pôr do sol.


Os ares de morar no topo são diferentes dos de morar na base. Esses ares de céu vieram com a liberdade e a solitude de morar sozinha, um voo solo, me trouxeram sons de passarinhos, uma lembrança vaga de que existe vida além da minha solitude ao escutar uma buzina ou outra, longe, lá embaixo. Me deram ares a muitos pensamentos, sonhos, meditações e reflexões.


Vou partindo novamente de encontro ao chão, depois de jornada aqui nos céus, com uma vontade de concretizar muita coisa de volta na terra. Até novamente ter vontade de viver as alturas.


 
 
 

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