Oficina de escrita
- Julia Costa

- 20 de abr. de 2023
- 2 min de leitura
Acabei de ler um post no Instagram do Gutanaka, um escritor que super admiro, colunista da vida simples, que ministra uns cursos de escrita intuitiva, namora com a Mahe, que é uma deusa maravilhosa do Ashtanga Yoga, ayurveda e da medicina do cacau a quem admiro muito.. O post dizia mais ou menos o seguinte: A maioria das vezes que eu sento pra escrever eu não sei sei sobre o que vou escrever, eu sento e escrevo. Quando se pensa muito, corre-se o risco de cair num loop mental e por vezes não escrever sobre nada.
Algumas vezes já me vi nessa situação, então esse post conversou muito comigo. Por várias vezes quero escrever uma poesia e fico procurando o assunto.. olho pro céu, pro meu jardim, pro meu cachorro e simplesmente não vem a inspiração. Outras vezes, como hoje, eu apenas sento, querendo escrever mas sem procurar, trago minha presença pras palavras que fluem de mim como um rio, tiro a pressão de escrever pra agradar a quem quer que seja, pois afinal um texto não tem que vir a virar nada além de meu próprio diário, se assim eu o quiser fazer.
Uma paciente me falou uma vez que conseguia sentir a amorosidade, profundidade e fluidez das minhas palavras de filha da mãe das águas em meus textos. Acho que é isso, talvez escrever seja transbordar com fluidez e amor meus sentimentos. Escrever é transbordar pra conectar comigo mesma e por vezes, e por sorte, com o outro.
Que em sentadas no sofá como esta que faço agora, me venham mais inspirações, mais presença, mais vontade de escrever, ou mesmo oportunidades de transbordar seja lá o que for desse meu copo corpo Júlia quando ele estiver meio vazio ou meio cheio a depender do olhar do dia.


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